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CPI recebe arquivos que revelam ‘milícia digital’ de Eduardo Bolsonaro

#GabineteDoOdio.

Os documentos, que estavam em sigilo, foram levantados pela CPMI das Fake News e encaminhados ao Senado

Carta Capital

Documentos que mostram a ação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) nas redes sociais foram entregues na última semana à CPI da Covid.


Os arquivos tiveram o sigilo quebrado na CPMI das Fake News e revelam o funcionamento de uma espécie de ‘milícia digital’ usada pelo filho do presidente para defender o governo e atacar adversários políticos. A informação é do site Poder360.


Nos arquivos entregues aos senadores é possível ver outros nomes ligados ao gabinete de Eduardo e de outro parlamentar do PTB de São Paulo, o deputado Douglas Garcia.


Todos são acusados de promoverem ataques a adversários em horário de expediente, usando estruturas e verbas públicas.


Confira a lista:


Eduardo Bolsonaro – deputado estadual e filho de Jair Bolsonaro

Eduardo Guimarães – assessor de Eduardo Bolsonaro

Alexandre Magno Conceição – assessor de Eduardo Bolsonaro

Eduardo dos Santos Martins – assessor de Douglas Garcia (PTB-SP)

Simara Pires Salomão – mulher de Edson Pires Salomão, assessor do deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP)

Rinaldo Escudeiro – militante bolsonarista

Lucas Ferreira da Silva – militante bolsonarista


Os documentos foram recolhidos em processo movido pelos deputados federais Joice Hasselmann (PSL-SP), Junior Bozzella (PSL-SP) e Julian Lemos (PSL-PB). Os três se dizem vítimas de ataques do grupo. As suspeitas são de que a mesma estrutura está sendo usada para espalhar notícias falsas e atacar a CPI no Senado.


A Comissão de Inquérito já avalia desde a semana passada investir contra divulgadores de notícias falsas durante a pandemia. Para isso, até o momento já quebrou o sigilo telefônico e telemático de sete nomes ligados ao presidente Jair Bolsonaro para apurar a existência de um ‘gabinete do ódio’.

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